O Governo do Distrito Federal dará, neste sábado (9), um passo considerado decisivo para solucionar um dos impasses fundiários mais antigos de Sobradinho. A governadora do DF, Celina Leão, participa da cerimônia de sanção da lei que redefine os limites do Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal e libera a continuidade da regularização de áreas ocupadas por famílias do Assentamento José Wilker.
A solenidade será realizada no Polo de Cinema Grande Otelo e marca oficialmente a mudança na destinação territorial da região, após a aprovação do projeto pela Câmara Legislativa no último mês.
A legislação altera uma configuração criada ainda em 2002, quando cerca de 400 hectares foram reservados para a implantação do polo audiovisual. Com o passar dos anos, parte significativa da área permaneceu sem utilização efetiva, enquanto moradores ligados ao Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais passaram a ocupar o espaço, dando origem a uma longa disputa envolvendo moradia, uso da terra e insegurança jurídica.
Com a nova definição aprovada pelos distritais, o complexo audiovisual passará a funcionar em uma área reduzida e concentrada de 16 hectares, localizada na Fazenda Sobradinho Mogi. A medida permite que o restante do território seja destinado ao processo de regularização fundiária das famílias que vivem na região.
O texto sancionado unificou iniciativas apresentadas pelo deputado distrital Wellington Luiz e pelo Poder Executivo. Nos bastidores do governo, a medida é vista como uma tentativa de equilibrar duas demandas históricas: a consolidação do setor audiovisual brasiliense e a garantia de segurança jurídica para os moradores da área rural.
Mesmo com a redução territorial, o projeto do Polo de Cinema deverá receber novos investimentos estruturais. O planejamento do GDF prevê a implantação de estúdios de gravação, áreas técnicas para produção audiovisual, oficinas profissionais, centro de formação especializado e uma cidade cenográfica permanente, projetada para funcionar também como atração turística e cultural.
A expectativa do Executivo local é transformar o espaço em um ambiente voltado à economia criativa, ampliando a capacidade de Brasília para receber produções de cinema, televisão e streaming, além de estimular a geração de empregos e a movimentação econômica no setor cultural.





