A reforma do Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (BLH/HRT) provocou uma mudança temporária no atendimento oferecido a mães e bebês. Desde o fim de agosto, crianças nascidas no hospital que precisam de suporte para a amamentação passaram a ser atendidas no Centro Especializado em Reabilitação (CER II Taguatinga).
A unidade fica a poucos metros do HRT e recebe esse público em dois períodos: das 7h30 às 10h e das 13h30 às 16h. O atendimento é exclusivo para bebês nascidos no hospital que apresentem necessidade de acompanhamento relacionado ao aleitamento.
Entre os casos atendidos estão recém-nascidos prematuros, com baixo peso ou que enfrentam dificuldades durante a amamentação, conforme explicou a chefe do setor, Natália Conceição.
A mudança, no entanto, não interrompeu o trabalho realizado com o leite humano doado. A coleta, a pasteurização e a distribuição continuam normalmente em outro setor do Hospital Regional de Taguatinga.
A reorganização foi adotada para que os serviços considerados essenciais continuassem funcionando enquanto o Banco de Leite passa pelas intervenções. Segundo Natália, a alteração temporária permite manter a assistência durante a revitalização do espaço.
As obras incluem melhorias estruturais e nas condições higiênico-sanitárias. A reforma também busca aprimorar o controle de qualidade e a segurança do leite humano, além de adequar o ambiente destinado à assistência às famílias.
Onde procurar atendimento
A restrição temporária também muda a orientação para famílias de crianças que nasceram fora do HRT. Nesse caso, mães que precisarem de auxílio com o aleitamento devem procurar, preferencialmente, o banco de leite da unidade onde o bebê nasceu.
O atendimento também pode ser buscado em unidades básicas de saúde (UBSs), outros bancos de leite humano ou postos de coleta da rede pública, com preferência pelas unidades mais próximas da residência.
O Distrito Federal dispõe atualmente de 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta. Os serviços fazem parte da rede de apoio ao aleitamento materno e atuam desde a orientação às famílias até o recebimento e o processamento das doações.
O leite arrecadado passa por seleção, classificação e pasteurização antes de ser distribuído aos recém-nascidos que necessitam do alimento. Os procedimentos são adotados para assegurar a qualidade e a segurança do produto oferecido aos bebês.
A estrutura do DF integra a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, reconhecida internacionalmente pelo trabalho de promoção, proteção e apoio à amamentação. A atuação dos bancos e postos de coleta também contribui para a promoção da saúde e a redução da mortalidade infantil.
