Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos, enviado ao Congresso americano, gerou reação no cenário político brasileiro. O documento acusa o governo Lula (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de restringirem a liberdade de expressão e reprimirem o debate democrático, especialmente contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A avaliação foi comemorada por senadores bolsonaristas, como Carlos Portinho (PL-RJ) e Izalci Lucas (PL-DF), que apontaram supostos abusos do STF e violações de direitos. O texto cita decisões judiciais que resultaram no bloqueio de perfis e remoção de conteúdos online, além de punições a empresas de tecnologia.
Parlamentares petistas, como Rogério Carvalho (SE) e Lindbergh Farias (RJ), classificaram o relatório como uma tentativa de intervenção externa, atribuindo-o à agenda do governo Donald Trump e a interesses econômicos. O deputado Reimont (PT-RJ) considerou o documento “risível” e acusou os EUA de hipocrisia em matéria de direitos humanos.
O Supremo Tribunal Federal não se manifestou oficialmente. Ministros ouvidos afirmaram não ter lido o relatório e interpretaram o conteúdo como parte de uma ofensiva contra a soberania nacional.
O texto americano também menciona sanções, como a revogação de vistos de ministros e tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, justificadas pela suposta censura e perseguição a bolsonaristas.
Fonte: Notícias ao Minuto.
