O debate acerca da utilização de câmeras corporais por agentes da Polícia Militar acirrou as divergências na corrida pelo governo de Goiás nesta terça-feira (15). Em evento político da base governista realizado em Aparecida de Goiânia, o ex-governador e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) contrapôs-se severamente à eventual introdução dos dispositivos na instituição, respondendo diretamente às posições assumidas pelo candidato governamental do PL, Wilder Morais.
Durante seu pronunciamento, Caiado defendeu enfaticamente o trabalho desempenhado pelas forças de segurança estaduais, evitando citar nominalmente seu opositor. “Botar câmera nos policiais? Ah, rapaz! Deixa de ser frouxo! Polícia nossa é para dar segurança pro nosso povo do estado de Goiás. Aqui é para manter a ordem”, declarou o ex-governador.
Essa manifestação sucedeu em um dia a entrevista concedida por Wilder Morais à Rádio Sucesso, na qual o postulante sinalizou a intenção de dialogar com a Corregedoria e com os próprios policiais militares durante os cem dias iniciais de uma eventual gestão antes de definir a questão. Na ocasião, o candidato assegurou que acataria a deliberação definitiva da tropa, independentemente de ser favorável ou contrária ao sistema de monitoramento.
“O que a nossa corporação entender que é bom para a sociedade e para a segurança pública, nós vamos ter. Como também se decidir não ter, eu também vou ficar com a corporação”, declarou Wilder. A manifestação também foi publicada pelo jornal O Popular.
Em decorrência da repercussão gerada, a equipe de comunicação de Wilder emitiu uma nota aclaratória. O texto sustenta que o trecho foi descontextualizado e reafirma que o senador manifesta oposição à adoção dos equipamentos nos uniformes.
A temática da segurança pública também provoca dissensões entre os demais concorrentes ao Palácio das Esmeraldas. Daniel Vilela (MDB) posicionou-se frontalmente contrário à fixação dos aparelhos, ao passo que Marconi Perillo (PSDB) sustenta que o assunto deve ser submetido a debates com especialistas da área e integrantes da Polícia Militar previamente a qualquer deliberação.
