Quem utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS), trabalha na rede pública ou participa da gestão da saúde teve voz ativa na quinta-feira (25), durante a Conferência Regional de Saúde da Região Oeste do Distrito Federal. O encontro reuniu representantes de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol para construir propostas voltadas ao aperfeiçoamento dos serviços de saúde na região.
A iniciativa integra a etapa preparatória da 12ª Conferência Distrital de Saúde (CDS), prevista para 2027, e tem como objetivo reunir sugestões da população para orientar o planejamento das políticas públicas de saúde no Distrito Federal. Todas as propostas aprovadas nas conferências regionais serão analisadas durante a etapa distrital e poderão compor as diretrizes que seguirão para a Conferência Nacional de Saúde.
Durante os debates, usuários, trabalhadores da saúde e gestores foram distribuídos em grupos temáticos para discutir quatro áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento do SUS: democracia e direito à saúde, financiamento da rede pública, impactos das mudanças climáticas na saúde e modelos de atenção e gestão dos serviços.
Segundo o superintendente da Região Oeste e presidente da conferência regional, Cézar Renk, o encontro amplia a participação da comunidade na construção das políticas públicas. “Quando diferentes segmentos participam da discussão, as decisões passam a refletir melhor a realidade de quem utiliza e de quem trabalha no sistema de saúde. Esse diálogo fortalece a capacidade de resposta da rede pública”, afirmou.
Representando os usuários do SUS, Eduardo Fleury destacou que as conferências aproximam a população das decisões que afetam diretamente o atendimento. “É uma oportunidade para transformar a experiência de quem depende dos serviços públicos em propostas concretas. A contribuição da sociedade ajuda a indicar prioridades e aperfeiçoar o funcionamento do sistema”, disse.
A coordenadora-adjunta da 12ª Conferência Distrital de Saúde e integrante do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Fátima Rôla, ressaltou que a diversidade dos participantes contribui para tornar o planejamento mais eficiente. “Quando usuários, profissionais e gestores constroem propostas em conjunto, aumentam as chances de desenvolver soluções que atendam às necessidades reais da população”, explicou.
Na avaliação de Jefferson Júnior, representante dos trabalhadores e presidente do Conselho de Saúde de Brazlândia, quem atua diariamente nas unidades também oferece uma visão importante sobre os desafios enfrentados pela rede. “Os profissionais acompanham de perto o funcionamento dos serviços e conhecem os obstáculos da rotina assistencial. Essa vivência contribui para a elaboração de propostas mais consistentes”, afirmou.
As conferências regionais seguem até 1º de julho nas sete Regiões de Saúde do Distrito Federal, com participação aberta à população. Após a realização da etapa distrital, o relatório final será encaminhado à Comissão Organizadora Nacional e servirá de base para os debates da 18ª Conferência Nacional de Saúde, programada para julho de 2027.

