A força de Daniel Vilela (MDB) nos municípios começa a desenhar um dos mapas políticos mais favoráveis da eleição para o Governo de Goiás. Com a adesão do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), oficializada neste sábado (22), o governador passou a ter ao seu lado os prefeitos dos 10 maiores colégios eleitorais do estado. Juntos, esses municípios concentram 2,42 milhões de eleitores, quase metade de todo o eleitorado que estará em disputa em outubro.
O número é expressivo: 47,78% do eleitorado goiano está distribuído justamente nas cidades administradas por prefeitos que apoiam Daniel. São 2.427.926 eleitores em um universo de 5.080.755 pessoas aptas a votar no estado.
Mas a dimensão da aliança não está apenas na quantidade de eleitores. O grupo reúne os principais centros políticos, econômicos e populacionais de Goiás e coloca a candidatura de Daniel em contato direto com lideranças estratégicas na capital, na Região Metropolitana, no Entorno do Distrito Federal e no interior.
A capital, por exemplo, concentra sozinha mais de 1 milhão de eleitores. Em Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil) está alinhado à candidatura de Daniel. Em Aparecida de Goiânia, segundo maior colégio eleitoral do estado, o prefeito Leandro Vilela (MDB) também integra a base do governador. Juntas, as duas cidades representam 1.357.180 eleitores.
A entrada de Anápolis completa uma sequência de apoios que dá ao governador presença nos maiores centros eleitorais de Goiás. Márcio Corrêa administra a terceira cidade com mais eleitores do estado, com 287.888 pessoas aptas a votar. A decisão tem ainda um componente partidário relevante: o prefeito é filiado ao PL, legenda do senador Wilder Morais, adversário de Daniel na disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
O movimento de Anápolis mostra que o campo de apoio ao governador não está limitado à sua própria legenda ou aos partidos mais próximos. A adesão de um prefeito do partido de um dos principais adversários amplia o espectro político da campanha e reforça a capacidade de Daniel de construir alianças municipais.
No interior, a mesma lógica se repete. Rio Verde, quarto maior colégio eleitoral, tem 152.761 eleitores e é administrada por Wellington Carrijo (MDB). A cidade é uma referência econômica do Sudoeste e exerce influência sobre uma extensa área da região.
Outro eixo de peso está no Entorno do Distrito Federal. Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Valparaíso e Formosa estão entre os maiores eleitorados do estado e são comandadas por prefeitos que apoiam Daniel. Juntas, as quatro cidades representam 438.781 eleitores.
Em Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil) lidera a administração municipal. Águas Lindas é comandada por Lucas Antonietti (União Brasil). Valparaíso e Formosa também têm prefeitos alinhados ao governador, consolidando uma base importante em uma das regiões mais populosas e politicamente estratégicas de Goiás.
Na Região Metropolitana de Goiânia, o governador ainda conta com Marden Júnior (União Brasil), de Trindade, e Fernando Pellozo (PSD), de Senador Canedo. Os municípios possuem, respectivamente, 95.993 e 95.323 eleitores.
A composição dos maiores colégios eleitorais, porém, é apenas a parte mais visível de uma estrutura municipal muito maior. Daniel soma o apoio declarado de 227 dos 246 prefeitos goianos. A rede atravessa partidos, regiões e diferentes perfis de municípios.
O resultado é uma campanha que chega às ruas com ampla presença territorial. Daniel não apenas reúne prefeitos aliados: conta com o respaldo de gestores à frente dos municípios onde está concentrada a maior parcela do eleitorado goiano.
Com a adesão de Anápolis, o governador fecha esse circuito nos 10 maiores colégios eleitorais. Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás, Trindade, Senador Canedo e Formosa representam, juntas, quase metade do eleitorado estadual.
Para Daniel Vilela, o dado transforma uma coleção de apoios políticos em um ativo eleitoral de grande dimensão. A campanha chega ao período decisivo com uma base municipal espalhada pelo estado e, sobretudo, com aliados à frente dos principais centros onde está concentrada a maior parcela dos votos de Goiás.
