O rigor na fiscalização do trânsito no Distrito Federal vem se refletindo diretamente no aumento de motoristas punidos por infrações graves. Nesta quarta-feira (25), o Detran-DF tornou pública uma nova relação de condutores que podem perder o direito de dirigir. Ao todo, 2.776 pessoas estão sujeitas à suspensão da CNH.
A medida atinge motoristas que já concluíram todas as etapas de defesa administrativa dentro do órgão. Agora, entram na fase decisiva do processo, com penalidades que podem afastá-los do volante por um período que varia de dois a 12 meses, conforme a infração cometida.
A maior concentração de casos envolve situações ligadas ao consumo de álcool. Estão na lista tanto condutores flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica quanto aqueles que optaram por não realizar o teste do bafômetro. Também aparecem infrações consideradas gravíssimas, como rachas, exibição de manobras perigosas, excesso de velocidade acima de 50% do limite permitido, condução de motocicleta sem capacete e atitudes que colocam em risco pedestres e outros veículos.
A aplicação das penalidades está respaldada pela Instrução nº 125, de 23 de março de 2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal. A partir da notificação, os motoristas têm prazo de 30 dias para recorrer à Junta Administrativa de Recursos de Infrações. Caso não apresentem recurso ou após decisão definitiva, a suspensão será efetivada.
Os dados também evidenciam uma escalada nas punições ao longo do tempo. Só em 2026, já foram registradas 2.819 suspensões, número 58% superior ao verificado no primeiro trimestre do ano passado, quando houve 1.782 casos. Em 2025, o total chegou a 9.272 penalidades desse tipo.
De acordo com o gerente de Registro e Controle de Penalidades do Detran-DF, Rodrigo Xavier, o avanço está diretamente relacionado ao uso mais intensivo de tecnologia nos processos internos. A modernização permitiu integrar sistemas, agilizar a tramitação dos processos e dar mais precisão à análise das infrações.
Segundo ele, com a adoção de ferramentas mais avançadas, o órgão conseguiu tornar todo o fluxo mais eficiente, desde a identificação da irregularidade até a formalização da penalidade, garantindo mais rapidez e segurança jurídica.
Com o aumento das suspensões, o Detran-DF reforça a estratégia de endurecer o controle sobre condutas de risco. A avaliação é de que a aplicação mais efetiva das penalidades contribui não apenas para punir, mas também para desestimular comportamentos que comprometem a segurança nas vias da capital.
