Uma ferramenta criada para proteger mulheres em situação de violência doméstica tem reforçado a resposta das forças de segurança no Distrito Federal. Integrado ao programa Viva Flor, o botão de emergência possibilita que vítimas acionem ajuda com apenas um comando, enviando automaticamente a localização à equipe responsável pelo atendimento.
O recurso foi desenvolvido para atender mulheres e meninas consideradas em situação de elevado risco. Assim que o alerta é disparado, a central do programa identifica o ponto exato onde a vítima está e mobiliza a equipe disponível mais próxima para prestar atendimento.
O Viva Flor integra a política de proteção prevista na Lei Maria da Penha e funciona como complemento às medidas protetivas concedidas às vítimas. O objetivo é oferecer uma resposta rápida quando há ameaça iminente ou possibilidade de novos episódios de violência.
A participação no programa ocorre em duas modalidades. A primeira é por determinação judicial, destinada às mulheres que possuem medida protetiva de urgência em vigor. Nesses casos, o encaminhamento é feito pelos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, após o registro da ocorrência.
Também existe a inclusão por medida administrativa. Esse procedimento pode ser realizado diretamente em delegacias, desde que a vítima esteja em uma das situações previstas pelo programa, como descumprimento de medida protetiva, ameaças graves, agressões ou tentativa de feminicídio.
Após a análise técnica, as participantes passam a utilizar o aplicativo Viva Flor. Para quem não possui celular ou acesso à internet, o Governo do Distrito Federal disponibiliza um dispositivo eletrônico exclusivo para o acionamento do pedido de socorro.
O sistema opera em todo o Distrito Federal e conta com unidades de atendimento especializado distribuídas em diferentes regiões administrativas, entre elas Asa Sul, Ceilândia, Paranoá, Planaltina, Brazlândia, Gama, Taguatinga Sul, Samambaia, Recanto das Emas, São Sebastião, Santa Maria e Sobradinho.
