Giselle Ferreira destaca proteção social e ações para transformar a vida das famílias no DF

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A secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Giselle Ferreira, participou do programa Vozes da Comunidade e apresentou um panorama das ações voltadas às famílias que enfrentam situações de pobreza e vulnerabilidade.

Durante a entrevista, Giselle defendeu que a assistência social precisa ir além da entrega de benefícios financeiros. Para ela, o trabalho do poder público deve acolher, orientar e acompanhar as famílias, oferecendo caminhos para que cada pessoa possa recuperar sua autonomia, conquistar renda e reconstruir a própria vida com dignidade.

A secretária destacou a importância dos Centros de Referência de Assistência Social, os CRAS, considerados a principal porta de entrada para os serviços sociais do Governo do Distrito Federal. Nessas unidades, a população pode atualizar cadastros, receber orientações, solicitar benefícios e ser encaminhada para outros atendimentos públicos. Em 2025, mais de 205 mil famílias foram atendidas pelos CRAS do DF.

Entre os programas mencionados estão o DF Social, que concede um auxílio mensal de R$ 150, e o Cartão Gás, que atendem cerca de 70 mil famílias cada. Giselle também falou sobre o Cartão Prato Cheio, destinado a aproximadamente 130 mil famílias.

Segundo a secretária, o Prato Cheio representa mais do que o acesso à alimentação. O benefício permite que cada família escolha os produtos que realmente precisa, respeitando seus hábitos, suas necessidades e sua realidade. Essa liberdade, segundo ela, também significa respeito e dignidade.

Outro tema de destaque foi a ampliação das vagas em creches. Giselle lembrou que, em 2018, cerca de 36 mil crianças aguardavam por atendimento na educação infantil. De acordo com a secretária, o governo está próximo de superar essa demanda.

A abertura de novas vagas também foi apresentada como uma política de proteção às mulheres. Quando uma mãe encontra um local seguro para deixar o filho, ela ganha condições para trabalhar, estudar, buscar qualificação profissional ou iniciar o próprio negócio.

Giselle ressaltou que a autonomia feminina depende de políticas que funcionem de forma conjunta. Benefícios sociais, creches, capacitação e oportunidades de emprego precisam caminhar lado a lado para ajudar mulheres que enfrentam dificuldades financeiras ou situações de dependência.

A produção de uniformes escolares por empresas e confecções do próprio Distrito Federal também foi citada. A medida fortalece a economia local, movimenta pequenos negócios e gera oportunidades para costureiras e mulheres empreendedoras das regiões administrativas.

Na área da educação, a secretária apontou a ampliação do ensino em tempo integral como um dos próximos desafios do governo. A proposta é aumentar o número de escolas onde crianças e adolescentes possam permanecer durante todo o dia, participando de atividades pedagógicas, culturais e esportivas.

Além de contribuir para o aprendizado, o ensino integral oferece mais segurança às famílias, especialmente aos pais e responsáveis que trabalham durante todo o dia e não têm com quem deixar os filhos.

A situação das pessoas que vivem nas ruas também fez parte da entrevista. Giselle defendeu um atendimento humanizado, envolvendo acolhimento, emissão de documentos, acesso à saúde, qualificação profissional e inclusão nos programas sociais.

Para a secretária, a solução não pode ser apenas retirar as pessoas dos espaços públicos. É necessário compreender a história de cada cidadão e criar oportunidades reais para que ele possa sair das ruas e reconstruir sua trajetória.

Giselle também defendeu a ampliação das parcerias com organizações sociais, entidades comunitárias e instituições do terceiro setor. Ela citou clubes de serviço, como o Rotary, como possíveis parceiros em projetos de atendimento à população vulnerável.

Uma das propostas é utilizar espaços comunitários para oferecer atividades físicas, lazer e convivência à população idosa. A iniciativa poderia ampliar o alcance dos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, levando os serviços para mais perto de quem precisa.

Outro assunto abordado foi o programa Família Solidária, que oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados de suas famílias por decisão da Justiça.

A nova regulamentação do programa busca diminuir a burocracia e ampliar o acolhimento em ambientes familiares. A intenção é evitar que crianças e adolescentes permaneçam por longos períodos em abrigos, garantindo cuidado, afeto e proteção enquanto a situação familiar é resolvida.

Ao longo da entrevista, Giselle também ressaltou a necessidade de fiscalização e atualização dos cadastros sociais. O objetivo é garantir que os benefícios públicos sejam destinados às famílias que realmente necessitam de ajuda.

Para a secretária, os auxílios são fundamentais nos momentos de dificuldade, mas precisam estar ligados a políticas de educação, capacitação, emprego e geração de renda.

A principal mensagem deixada por Giselle Ferreira foi a de que combater a pobreza não significa apenas transferir recursos. Significa estar presente na vida das comunidades, ouvir as famílias e oferecer alimentação, acolhimento, educação, trabalho, proteção e oportunidades.

Mais do que números e programas, a assistência social representa a possibilidade de devolver esperança a quem enfrenta dificuldades e ajudar milhares de famílias do Distrito Federal a construir um futuro com mais segurança e dignidade.

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