
As feiras públicas do Distrito Federal entraram novamente na pauta prioritária do GDF. Em reunião realizada na terça-feira (26), no Palácio do Buriti, a governadora Celina Leão discutiu com representantes do Sindifeira-DF e presidentes de feiras um pacote de ações voltado à recuperação estrutural, modernização e reorganização do funcionamento desses espaços.
Entre os principais problemas apresentados pelos feirantes estão instalações elétricas antigas, falhas de iluminação, infiltrações, desgaste estrutural e necessidade de manutenção contínua. Segundo o governo, a intenção é acelerar intervenções consideradas emergenciais enquanto projetos maiores de reconstrução serão planejados em uma segunda etapa. “Queremos mapear aquilo que cada feira considera mais urgente. Algumas demandas conseguimos resolver imediatamente com manutenção; outras exigem obras mais amplas e planejamento específico”, afirmou Celina Leão durante o encontro.
O Executivo informou que mantém atualmente quatro contratos ativos de manutenção para atender as feiras permanentes do DF. A proposta agora é definir prioridades para direcionar os recursos de forma mais rápida e eficiente.
Além das reformas, o encontro debateu mudanças na gestão e no funcionamento das feiras. Uma das medidas em estudo prevê a flexibilização dos horários de funcionamento por meio de decreto. A ideia é permitir que cada administração regional tenha autonomia para adaptar os horários conforme a realidade local. “Cada região tem uma dinâmica diferente. Estamos avaliando uma alternativa que dê mais liberdade para as administrações regionais organizarem o funcionamento das feiras”, explicou a governadora.
Outro tema discutido foi a ampliação da segurança nos espaços públicos. O GDF avalia integrar as feiras ao programa DF 360, coordenado pela Secretaria de Segurança Pública, ampliando o monitoramento eletrônico e as ações de vigilância.
A reunião também tratou de problemas recorrentes na área elétrica. Segundo Celina Leão, o governo estuda construir, junto à CEB, um modelo padronizado para atender solicitações frequentes dos feirantes, como troca de padrão de energia e adequações técnicas. “Temos recebido pedidos muito parecidos relacionados à infraestrutura elétrica. A ideia é aproveitar a experiência de um projeto-modelo que já está sendo desenvolvido nas escolas públicas para criar algo semelhante voltado às feiras”, disse.
Outro encaminhamento discutido foi a criação de um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Governo (Segov) para acompanhar as demandas do setor e acelerar soluções administrativas.
Dados apresentados durante o encontro mostram que cerca de 6 mil feirantes já passaram pelo recadastramento promovido pelo governo. A meta estabelecida para 2026 é incluir mais 1,5 mil trabalhadores no processo.
Atualmente, o Distrito Federal possui 38 feiras permanentes e três shoppings populares. Os espaços reúnem aproximadamente 13,8 mil bancas cadastradas e cerca de 10 mil feirantes em atividade.
Desde 2019, o Governo do Distrito Federal já investiu mais de R$ 56 milhões em obras, reformas e manutenção das feiras públicas.
A governadora também comentou a situação da Feira Popular. Segundo ela, a área foi transferida pela União ao GDF com ônus, mas ainda depende de aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal para que o governo possa iniciar investimentos estruturais no local. “Precisamos concluir essa etapa legislativa para que os investimentos possam ser executados na Feira Popular”, declarou Celina Leão.