Educação e cuidado caminham juntos no Distrito Federal. Com o olhar voltado para o desenvolvimento das crianças e a tranquilidade das famílias, o Governo do Distrito Federal (GDF) está prestes a alcançar uma das metas mais esperadas na área da educação: zerar a fila de espera por vagas em creches até o fim de 2025.
O resultado é fruto de um amplo conjunto de ações que envolve a construção de novas unidades, a ampliação da rede pública e o fortalecimento do programa Cartão Creche, que garante o acesso de crianças a instituições conveniadas.
Desde 2019, o avanço é expressivo. A lista de espera, que somava 24 mil nomes, hoje tem cerca de 1,5 mil crianças — todas com previsão de atendimento até o próximo ano. Nesse período, o GDF inaugurou 26 creches e Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) distribuídos em diferentes regiões do DF, ampliando o acesso à educação infantil e o acolhimento para milhares de famílias.
Novos Cepis seguem em construção em localidades como Paranoá Parque, Guará, Riacho Fundo II, Lago Norte, Recanto das Emas e Planaltina, reforçando o compromisso do governo com a primeira infância. O governador Ibaneis Rocha destaca que zerar a fila das creches é um compromisso que está sendo cumprido com planejamento, investimento e muito trabalho, garantindo que nenhuma criança fique sem vaga, seja em unidades próprias, nos Cepis ou pelo Cartão Creche.
A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, explica que a conquista é resultado de um esforço coletivo, com um conjunto de ações que vai desde a construção de novas unidades até mudanças na legislação, para assegurar que, até o próximo ano, todas as crianças estejam atendidas em creches públicas, Cepis ou unidades conveniadas.
Um exemplo do avanço é o Cepi Tamanduá Mirim, recém-inaugurado na Quadra 510 do Recanto das Emas. Com investimento de R$ 7,2 milhões e capacidade para 188 crianças em tempo integral, o espaço oferece conforto, alimentação de qualidade e aprendizado em um ambiente seguro e acolhedor. A professora Monna Silva Costa, mãe da pequena Sarah, de três anos, conta que antes era difícil conciliar o trabalho e o cuidado da filha, mas agora trabalha tranquila, sabendo que a menina está sendo bem cuidada e aprendendo.
O Cartão Creche também tem sido um dos pilares dessa transformação. O programa quase dobrou o número de atendimentos em quatro anos, passando de 5.174 crianças em 2021 para 9.862 em agosto de 2025. Desde sua criação, já beneficiou 33.718 crianças. Os investimentos acompanharam esse crescimento, aumentando de R$ 20,3 milhões, em 2021, para R$ 56,7 milhões até agosto deste ano. O número de creches parceiras também cresceu de 41 para 120, oferecendo mais de 12 mil vagas.
Mais do que números, esses resultados representam vidas transformadas. Mães e pais ganham tranquilidade para trabalhar, enquanto as crianças têm acesso a um espaço de aprendizado, convivência e cuidado — essencial para o desenvolvimento na primeira infância.
A rede de ensino infantil funciona em constante movimento. Crianças que avançam para o maternal 2 seguem para escolas classe, abrindo novas vagas para quem aguarda. Esse fluxo natural, somado à entrega de novas unidades e ao fortalecimento dos convênios, é o que permite ao GDF projetar o fim da fila até o fim deste ano.
Uma das mudanças que contribuíram para tornar o processo mais justo foi o novo critério de oferta: se a família recusa uma vaga por não ser próxima de casa, pode ser retirada da lista e reinscrita no ano seguinte. A medida, acordada com o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), garante prioridade às famílias que realmente precisam.
Embora a matrícula em creche não seja obrigatória, o GDF reforça que a educação infantil é um direito e uma oportunidade de crescimento. O objetivo vai além de oferecer vagas: é proporcionar cuidado, alimentação saudável, convivência e estímulos que formam a base do aprendizado para toda a vida.
