Estado registra crescimento de 13,2 pontos percentuais em seis anos; mais de nove em cada dez unidades de ensino já possuem algum recurso voltado à acessibilidade
A inclusão de estudantes com deficiência ganhou espaço nas escolas de Goiás nos últimos anos. O percentual de unidades de ensino com pelo menos um recurso de acessibilidade saltou de 79,8% em 2019 para 93,1% em 2025, um crescimento de 13,2 pontos percentuais.
Os números mostram que mais de nove em cada dez escolas goianas já contam com algum tipo de estrutura voltada à acessibilidade. No Brasil, o índice chegou a 78,5% em 2025.
O avanço ocorreu tanto na rede pública quanto na particular. Nas escolas públicas de Goiás, a presença de recursos de acessibilidade passou de 76,5% para 91,9%. Na rede privada, o percentual subiu de 89,9% para 96,7%.
Entre as adaptações consideradas estão rampas, pisos táteis, elevadores, corrimãos, portas adequadas à circulação e sistemas de sinalização sonora, visual e tátil. As estruturas ajudam a garantir não apenas o acesso ao ambiente escolar, mas melhores condições de permanência e participação dos estudantes.
Apoio aos alunos também cresce
Outro indicador importante está na presença de profissionais especializados. Em 2025, 49,4% das escolas goianas tinham profissionais de apoio para estudantes com deficiência, o equivalente a aproximadamente 2,3 mil das 4.752 unidades de ensino do estado.
O percentual colocou Goiás na segunda posição nacional nesse indicador, atrás de Mato Grosso, com 51,4%. A média brasileira ficou em 26,2%.
Além disso, 33,9% das escolas de Goiás possuíam salas de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE), representando aproximadamente 1,6 mil unidades.
Os dados mostram um avanço importante na estrutura educacional do estado, mas também reforçam o desafio das políticas públicas de ampliar o atendimento especializado e fazer com que acessibilidade física e suporte pedagógico cheguem a todas as escolas.
A inclusão escolar passa não apenas pela adaptação dos prédios, mas pela presença de profissionais capacitados e por condições que permitam aos estudantes com deficiência aprender, participar e permanecer na escola com autonomia e segurança.
