Inelegível, Arruda recebe sexta condenação na Justiça

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Antes de sonhar com uma nova candidatura ao Governo do Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda enfrenta mais um revés na Justiça. A 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou Arruda por improbidade administrativa em um dos processos ligados à Operação Caixa de Pandora, elevando para seis o número de condenações em segunda instância decorrentes do maior escândalo de corrupção da história política do DF.

A decisão, tomada no último dia 3 de junho, acolheu recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e determinou que Arruda e outros envolvidos paguem R$ 1 milhão cada por danos morais coletivos. O ex-governador também foi condenado à perda dos direitos políticos por 12 anos.

Além de Arruda, foram condenados o ex-chefe da Casa Civil José Geraldo Maciel, o ex-secretário e delator Durval Barbosa, o empresário José Celso Valadares Gontijo e a empresa Call Tecnologia e Serviços Ltda. O processo apura um esquema de desvio de recursos públicos e pagamento de propina que operou no Governo do Distrito Federal entre 2006 e 2009.

Os réus já haviam sido condenados ao ressarcimento de R$ 257 mil aos cofres públicos. Segundo o MPDFT, somando todas as ações relacionadas à Operação Caixa de Pandora, o valor que Arruda deverá devolver ao erário pode chegar a cerca de R$ 600 milhões.

Durante o julgamento, o Ministério Público ressaltou que a corrupção afeta diretamente a população ao retirar recursos que deveriam ser investidos em áreas essenciais, como saúde, educação e saneamento básico.

Mesmo diante da nova condenação e do histórico de decisões judiciais desfavoráveis, Arruda continua articulando uma possível candidatura ao Palácio do Buriti em 2026. A defesa sustenta que a decisão ainda pode ser contestada nos tribunais superiores e argumenta que a situação de elegibilidade do ex-governador depende de discussões em andamento sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

A nova sentença reforça o peso judicial da Operação Caixa de Pandora e mantém vivo o debate sobre a participação de políticos condenados nas disputas eleitorais. Enquanto isso, Arruda segue acumulando condenações e enfrentando obstáculos para retornar ao cenário político do Distrito Federal.

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