A rotina dos atletas do basquete em cadeira de rodas no Distrito Federal mudou nos últimos anos. Com a chegada de novos equipamentos adaptados e o aumento do apoio institucional, equipes da capital vêm ampliando treinamentos, fortalecendo competições e projetando a modalidade para além das fronteiras locais.
Desde o ano passado, o Governo do Distrito Federal já disponibilizou 136 cadeiras esportivas destinadas aos praticantes da modalidade. Os investimentos fazem parte de uma política voltada ao desenvolvimento do esporte adaptado, que soma mais de R$ 850 mil em recursos aplicados.
As cadeiras utilizadas no basquete paralímpico são produzidas especialmente para a prática esportiva e variam conforme as características físicas de cada jogador. Mais leves, resistentes e com estrutura diferenciada, elas permitem maior mobilidade durante as partidas e exigem adaptações específicas para cada atleta.
Para Marcelo Bezerra, vice-presidente da Federação de Basquete em Cadeira de Rodas do Distrito Federal, os equipamentos representam um avanço importante para o crescimento da modalidade. “Essas cadeiras são fundamentais para o desempenho dentro da quadra. Cada atleta utiliza um modelo adaptado à sua necessidade, o que melhora a movimentação e proporciona mais segurança durante os jogos”, afirmou.
Segundo ele, a renovação dos equipamentos também ajudou a ampliar o alcance das equipes do DF em competições interestaduais. “Hoje, conseguimos oferecer uma estrutura melhor para os atletas, e isso impacta diretamente o desenvolvimento técnico das equipes e o fortalecimento do esporte”, destacou.
Além da entrega das cadeiras, os investimentos públicos também vêm permitindo a ampliação do calendário esportivo. Em setembro, Brasília receberá mais uma edição da Copa Brasília de Basquete em Cadeira de Rodas, torneio que contará com equipes locais e representantes de outros estados.
A federação ainda prepara uma competição inédita para dezembro: um campeonato regional reunindo times do Centro-Oeste. A expectativa é receber delegações de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além das equipes do Distrito Federal.
O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, afirma que o fortalecimento do paradesporto faz parte da política de inclusão desenvolvida pela pasta. “A proposta é ampliar o acesso das pessoas com deficiência ao esporte, tanto nos projetos de participação quanto nas ações voltadas ao rendimento esportivo. Temos buscado expandir esse atendimento em diferentes frentes”, declarou.
Outra aposta do GDF para ampliar a inclusão é o fortalecimento dos Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs). As unidades oferecem atividades esportivas com acompanhamento especializado para pessoas com deficiência em diversas regiões administrativas.
Atualmente, os COPs disponibilizam mais de 12 mil vagas no Distrito Federal. As inscrições permanecem abertas até dezembro, com oportunidades distribuídas entre modalidades esportivas, atividades de inclusão e programas voltados ao paradesporto.
