A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo de Recuperação de Ativos (GRA) e do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Goiás (Cira), deflagrou nesta terça-feira (28), em Goiânia, uma operação para cumprir medidas judiciais em uma investigação que apura fraudes tributárias e lavagem de dinheiro no setor têxtil. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 294 milhões.
A ação incluiu o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. Também foram executadas medidas de bloqueio de bens e valores. Por decisão da Justiça, a pedido da PCGO, foram bloqueados até R$ 294,7 milhões para garantir a recuperação dos recursos supostamente desviados.
O principal investigado é um empresário de 38 anos, apontado como líder de um grupo de empresas do ramo têxtil com sede em Goiânia e atuação em outros estados, incluindo uma holding no Pará.
Segundo as investigações, o suspeito teria estruturado um esquema para praticar crimes contra a ordem tributária de forma contínua, utilizando diferentes empresas para viabilizar as irregularidades.
As apurações indicam que o grupo omitia receitas e realizava vendas em grande escala sem emissão de notas fiscais, reduzindo de forma ilegal o pagamento de tributos. Também foram identificadas práticas contábeis fraudulentas, como a criação de passivos fictícios para diminuir artificialmente os lucros e esconder a real capacidade financeira das empresas.
A operação faz parte de uma ação nacional integrada das redes “Recupera” e “Renorcrim”, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), com foco no combate a organizações criminosas em todo o país.
Após o cumprimento das medidas judiciais, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.





