Com renovação em larga escala, transporte do DF se consolida como referência

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O transporte coletivo do Distrito Federal atravessa um ciclo de avanço estrutural impulsionado pela renovação acelerada da frota e pela ampliação do sistema. Com mais de 3 mil ônibus em circulação e idade média de 3,6 anos, a capital passou a operar um dos sistemas mais atualizados do país.

Somente no último ano, 343 novos veículos foram incorporados à operação. Desse total, 254 substituíram ônibus antigos, 87 ampliaram a oferta e dois atenderam a demandas técnicas. A expansão também resultou na criação de 37 novas linhas, fortalecendo o atendimento em diversas regiões administrativas.

Como resultado, cerca de 90% da frota já foi modernizada, totalizando 2.831 veículos renovados.

O sistema também iniciou sua transição energética. Seis ônibus elétricos já operam em linhas do centro de Brasília, e a previsão é que, em 2026, outros 90 passem a circular no Plano Piloto. Para viabilizar essa nova etapa, está em construção uma estrutura específica de recarga próxima ao Terminal da Asa Sul.

O serviço dos micro-ônibus, conhecidos como zebrinhas, também foi ampliado. Hoje, o modelo soma 27 linhas em 15 regiões administrativas, com 65 veículos em operação, incluindo o primeiro zebrinha elétrico.

A substituição total da frota está próxima de ser concluída. No início de fevereiro, 23 novos ônibus passaram a atender áreas como Taguatinga, Águas Claras, Ceilândia, Guará, Park Way e Arniqueira. Equipados com tecnologia Euro 6, os veículos reduzem significativamente a emissão de poluentes e oferecem ar-condicionado, acessibilidade, câmeras, GPS e portas em ambos os lados para circulação nos corredores exclusivos. Também contam com sistema de segurança que impede a movimentação com portas abertas.

Com as entregas previstas até abril, o sistema deve alcançar a renovação integral da frota, que passará a ter idade média inferior a três anos.

Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, a modernização tem impacto direto na inclusão e na dinâmica econômica da capital. “A chegada dessa nova frota amplia o acesso da população ao transporte e contribui para reduzir desigualdades, fortalecer a economia e integrar ainda mais o Distrito Federal”, afirmou.

O avanço já se reflete na demanda. O número anual de viagens saltou de cerca de 350 milhões em 2019 para aproximadamente 390 milhões em 2025. Para acompanhar esse crescimento, quase 300 ônibus foram incorporados além do previsto inicialmente.

Atualmente, cerca de 37% dos acessos ao sistema são realizados por usuários beneficiados por gratuidades, como o Passe Livre Estudantil e o programa Vai de Graça.

Para Zeno Gonçalves, o modelo adotado no DF se destaca nacionalmente. “Enquanto em outras cidades a gratuidade costuma ser limitada, aqui o acesso é mais abrangente e permanente”, destacou.

Mesmo com reajustes em outras capitais, a tarifa no Distrito Federal permanece congelada, com valor médio de R$ 3,93.

Segundo o secretário, a medida ajuda a aliviar o orçamento das famílias. “Manter a passagem estável funciona como um apoio direto ao cidadão, sem aumentar o custo para quem depende do transporte diariamente”, disse.

Com frota modernizada, início da transição para veículos elétricos e manutenção da tarifa acessível, o transporte coletivo do Distrito Federal consolida um novo patamar de qualidade, eficiência e alcance social.

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