A agenda internacional do governador Ronaldo Caiado posicionou Goiás no centro das discussões globais sobre minerais críticos. Em compromissos realizados nos dias 3 e 4 de fevereiro, em Washington, nos Estados Unidos, o chefe do Executivo estadual apresentou o potencial goiano a autoridades norte-americanas, representantes do setor financeiro e líderes empresariais, reforçando o estado como parceiro estratégico para investimentos de longo prazo.
Os encontros ocorreram a convite do governo dos Estados Unidos e incluíram reuniões na U.S. International Development Finance Corporation (DFC) e no Center for Strategic and International Studies (CSIS), instituições centrais no debate sobre segurança energética, cadeias globais de suprimento e geopolítica. Durante as apresentações, Caiado destacou a estabilidade institucional de Goiás, a segurança jurídica e a existência de projetos estruturados voltados ao avanço da cadeia produtiva dos minerais estratégicos.
“O estado de Goiás está preparado para dar um passo além. Não queremos apenas extrair minério, mas agregar valor, gerar empregos qualificados e desenvolver tecnologia dentro do nosso território”, afirmou o governador.
Segundo Caiado, o interesse demonstrado por autoridades e investidores norte-americanos reflete um trabalho de organização do setor mineral realizado nos últimos anos. “Somos o único estado brasileiro com legislação própria de autoridade mineral e um fundo específico para o setor, o que nos permite planejar, atrair investimentos e construir parcerias sólidas”, destacou.
Goiás abriga atualmente a única mina privada de terras raras em operação comercial no Brasil, localizada no município de Minaçu. Além disso, um novo empreendimento estimado em cerca de R$ 2,8 bilhões está em fase de implantação nos municípios de Nova Roma e Aparecida de Goiânia, ampliando a presença do estado em um segmento considerado estratégico para a indústria de alta tecnologia.
Durante as reuniões, o diretor executivo de Política de Energia e Minerais Críticos da DFC, Thomas Haslett, ressaltou o interesse da instituição em projetos com visão de longo prazo e foco no fortalecimento de toda a cadeia de valor, do processamento à industrialização.
O setor privado também participou das agendas, com destaque para o CEO da Aclara Resources, Ramón Gino Barúa Costa, que apresentou os avanços do Projeto Carina e a operação de uma planta piloto já em funcionamento em Goiás.
Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) indicam que o estado possui 515 processos minerários ativos relacionados a minerais críticos, a maioria ainda em fase de pesquisa, evidenciando o dinamismo do setor. Em etapas mais avançadas, Goiás se destaca por concentrar concessões de lavra que o colocam como referência fora da China na produção desse tipo de minério.
A agenda internacional ocorre em um momento de reorganização do mercado global. Recentemente, o presidente Donald Trump anunciou um plano para a criação de um estoque estratégico de minerais críticos, com investimento estimado em US$ 12 bilhões, ampliando a busca dos Estados Unidos por parceiros considerados confiáveis.
Para Caiado, o cenário abre uma janela concreta de oportunidades. “O mundo busca segurança, previsibilidade e capacidade de entrega. Goiás reúne essas condições e está pronto para ocupar esse espaço”, concluiu.
