Celina avança em acordo com MDB e reorganiza chapa majoritária

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), deu mais um passo para organizar a aliança que pretende levar à disputa pela reeleição em 2026. A governadora deve anunciar nesta quarta-feira (29) um acordo para reservar ao MDB-DF uma das vagas ao Senado em sua chapa.

A definição foi construída ao longo do fim de semana, em conversas que envolveram o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e lideranças da legenda no Distrito Federal. Participaram das tratativas o presidente do MDB-DF, Wellington Luiz, o assessor especial do GDF, Valério Neves, e o ex-vice-governador Tadeu Felippelli.

O entendimento encerra uma fase de desgaste entre o partido e o grupo político de Celina. As divergências vinham se acumulando desde abril e tinham como um dos principais pontos de tensão justamente a distribuição dos espaços na chapa majoritária.

Com a nova composição, o MDB passa a ter uma vaga garantida na corrida pelo Senado. O partido deverá escolher entre o deputado federal Rafael Prudente e a ex-secretária de Educação Hélvia Paranaguá.

Nos bastidores, Prudente aparece, neste momento, como o nome mais cotado. A avaliação de integrantes do MDB é de que o deputado reúne maior musculatura eleitoral para uma candidatura majoritária, embora a definição ainda dependa das negociações internas da legenda.

Acordo reorganiza espaço do PL

A entrada do MDB na composição provoca uma mudança no desenho que vinha sendo discutido anteriormente. O PL, que chegou a ter duas vagas ao Senado sinalizadas na chapa de Celina, deverá ficar com apenas uma.

A configuração inicial previa apoio à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à deputada federal Bia Kicis. A tendência, agora, é de que Bia concentre esforços na tentativa de renovar o mandato na Câmara dos Deputados, enquanto Michelle permaneça na disputa pelo Senado.

A mudança também atende a uma avaliação que circula dentro do próprio PL. O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, estaria mais inclinado a manter Bia na disputa proporcional, onde ela é considerada competitiva, em vez de apostar em uma candidatura ao Senado.

Na prática, a alteração permite a Celina acomodar o MDB sem romper com o PL e evita que uma única legenda concentre duas das principais vagas da chapa.

Movimento reduz tensão na base

A nova configuração também ajuda a pacificar a relação entre o MDB e o grupo da governadora. O partido vinha demonstrando incômodo com o espaço concedido ao PL, sobretudo depois que o ex-governador Ibaneis Rocha desistiu de disputar uma vaga ao Senado.

A saída de Ibaneis abriu uma nova rodada de negociações sobre a composição da chapa. Com o acordo agora encaminhado, a tendência é de uma divisão mais equilibrada entre os partidos aliados.

O desenho em discussão prevê uma vaga ao Senado para o MDB, outra para o PL e a participação do Republicanos na chapa, com Gustavo Rocha como candidato a vice-governador.

Mais do que definir nomes, a movimentação representa uma tentativa de Celina de manter diferentes forças políticas dentro do mesmo projeto eleitoral. A estratégia é chegar a 2026 com a base mais organizada e evitar disputas internas que possam comprometer a campanha pela reeleição.

A expectativa é de que a governadora oficialize o acordo com o MDB nesta quarta-feira.

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