A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ressaltou que a detenção do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, deve ser abordada no âmbito judicial e enfatizou que a administração local está se empenhando para assegurar a transparência na gestão do banco.
A afirmação ocorreu nesta quinta-feira (16), após a nova etapa da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão do ex-líder e na execução de mandados no Distrito Federal e em São Paulo.
Celina Leão destacou em comunicado que a administração presente está comprometida com a legalidade e tem trabalhado em conjunto com as autoridades desde o princípio. Ela afirmou que todas as ações necessárias foram tomadas para garantir a correta investigação dos acontecimentos. “O Governo do Distrito Federal se mantém resoluto em promover a transparência, o cumprimento das normas e o respeito às instituições. Desde o início, implementamos todas as providências adequadas e continuamos a colaborar plenamente com os órgãos competentes”, declarou.
A governadora afirmou que a atuação permanecerá focada na responsabilidade até que o caso seja totalmente esclarecido. “Iremos prosseguir com seriedade, firmeza e total transparência, para que tudo seja elucidado da maneira adequada”, finalizou.
Em um compromisso oficial no Paranoá, Celina reiterou o assunto e enfatizou sua confiança nas investigações. Embora não tenha acesso ao conteúdo do inquérito, expressou sua convicção de que a Justiça fornecerá a resposta apropriada. “Desde que tomamos posse, nossa diretriz foi executar auditorias, fazer ajustes na equipe e assegurar que o banco fosse administrado com maior controle. Agora, é responsabilidade das autoridades prosseguir com base nas informações coletadas”, afirmou.
A líder do governo também ressaltou que quaisquer infrações devem ser reprimidas. “Aqueles que cometerem erros precisam arcar com as consequências”, afirmou.
Ao falar sobre a administração anterior, Celina Leão declarou que já havia tomado a decisão de trocar Paulo Henrique Costa antes do afastamento judicial, que foi formalizado em novembro do ano passado. Ela afirmou que a direção do banco não correspondia às necessidades da população e envolvia escolhas que, na perspectiva do governo, não eram essenciais.
Atualmente, o BRB é liderado por Nelson Souza, que tomou posse como presidente após a saída de Costa, coincidentemente no momento em que a Polícia Federal começou as primeiras etapas da investigação.
A governadora reiterou suas críticas à falta de ajuda do governo federal na reestruturação do banco, que está passando por dificuldades devido a operações que não tiveram sucesso. Ela mencionou que tentativas de diálogo foram feitas, mas não houve retorno. “Buscamos apoio por diferentes caminhos, mas não obtivemos respostas. A disposição para oferecer ajuda neste período foi insuficiente”, disse.
As pesquisas continuam em curso e têm como objetivo elucidar potenciais anomalias na administração do BRB, abarcando transações financeiras sob investigação e possíveis responsabilidades dos participantes.
