Fim do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil: veja o que muda em 2026

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Aprovada isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil

O Congresso Nacional aprovou, nesta semana, o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta, encaminhada pelo governo federal em março deste ano, foi aprovada por unanimidade no Senado e segue agora para sanção presidencial.

Com a mudança, cerca de 25 milhões de brasileiros deixarão de pagar o imposto a partir de 1º de janeiro de 2026, quando a nova tabela entra em vigor. A medida é considerada a maior atualização do Imposto de Renda das últimas décadas e tem como objetivo promover justiça tributária, beneficiando especialmente trabalhadores de renda média e baixa.

Atualmente, a faixa de isenção está em R$ 2.824, o que faz com que boa parte dos assalariados tenha parte do salário retida na fonte. Com o novo limite, apenas quem receber acima de R$ 5 mil por mês passará a contribuir, com alíquotas progressivas que variam de 7,5% a 27,5%.

Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil, haverá uma isenção parcial, reduzindo significativamente o valor do imposto devido. Já os contribuintes com rendas superiores a R$ 600 mil anuais terão uma alíquota mínima efetiva, evitando brechas que permitem a redução de tributos sobre grandes rendimentos.

O Ministério da Fazenda estima uma renúncia fiscal de R$ 25,8 bilhões no primeiro ano da vigência. Segundo o governo, o impacto será compensado pelo aumento da arrecadação sobre rendas mais altas e pela formalização de trabalhadores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a aprovação e afirmou que o ajuste “corrige uma injustiça histórica”. “Quem ganha menos não pode continuar pagando a mesma proporção de imposto que quem ganha milhões. Essa mudança é uma vitória do povo brasileiro”, declarou.

Economistas apontam que a medida deve aumentar o poder de compra das famílias, estimulando o consumo e a economia no curto prazo. No entanto, alertam que será necessário garantir equilíbrio fiscal para evitar queda significativa na arrecadação federal.

Com a sanção presidencial prevista ainda para novembro, a nova tabela será aplicada na declaração do Imposto de Renda de 2027, referente aos rendimentos obtidos em 2026. A expectativa é que a mudança traga alívio financeiro para milhões de brasileiros e marque uma nova etapa na política tributária do país.

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