Uma declaração do candidato ao Governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) sobre um possível acordo de apoio mútuo com Wilder Morais (PL) em um eventual segundo turno provocou reação na campanha do senador.
Segundo o Jornal Opção, a manifestação gerou preocupação entre aliados bolsonaristas de Wilder, que temem os efeitos eleitorais de uma aproximação com o ex-governador. Nos bastidores, a avaliação é de que antecipar esse entendimento poderia enfraquecer o discurso do candidato do PL de representar uma alternativa tanto a Marconi quanto ao governador Daniel Vilela (MDB).
A campanha de Wilder negou neste sábado (22) qualquer acordo previamente estabelecido. Em nota, a equipe afirmou que não existem tratativas com outras candidaturas para uma composição no segundo turno. Nas redes sociais, o senador reforçou a posição ao adotar a mensagem “Nenhum dos dois”, em referência aos seus principais adversários.
A negativa, porém, contrasta com uma declaração feita por Marconi quatro dias antes, durante entrevista à Rádio Terra. O tucano afirmou que apoiaria Wilder caso não avançasse para o segundo turno e disse que o senador já teria sinalizado a aliados que faria o mesmo.
“Eu já disse publicamente nas minhas reuniões que, se eu não for para o segundo turno, apoio a candidatura dele. E ele já disse para muitos amigos que fará o mesmo”, declarou Marconi.
As versões divergentes colocam os dois candidatos no centro de uma disputa política sobre possíveis alianças. Enquanto Marconi fala abertamente em reciprocidade, Wilder tenta preservar sua independência eleitoral e sustenta que qualquer composição será discutida somente após o primeiro turno.
A aproximação entre os dois, no entanto, não seria inédita. Wilder iniciou sua trajetória na administração estadual durante o governo de Marconi. Em janeiro de 2011, foi nomeado secretário de Infraestrutura de Goiás, no começo do terceiro mandato do tucano.
