Mais do que guardar a história da construção de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga tem se firmado como um espaço de formação, cultura e integração social. Localizado no Núcleo Bandeirante, o equipamento público reúne exposições sobre os pioneiros da capital e mantém uma agenda permanente de cursos e oficinas gratuitos para a comunidade.
A iniciativa tem atraído cada vez mais visitantes. Somente no ano passado, mais de 78 mil pessoas passaram pelo museu, que alia a preservação do patrimônio histórico a ações de qualificação profissional e atividades culturais.
Segundo o subsecretário de Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Felipe Ramon, a proposta é ampliar o alcance social do espaço e fortalecer o vínculo da população com a história da cidade. “Nosso propósito é fazer do museu um ambiente aberto à comunidade, onde as pessoas possam aprender, desenvolver novas habilidades, conviver e conhecer melhor o patrimônio cultural de Brasília”, afirma.
A programação foi ampliada com novas turmas das oficinas de costura criativa, produção de sabonetes artesanais e crochê com lacres recicláveis, realizadas em parceria com a Cia. do Lacre. As atividades são gratuitas e priorizam pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo oportunidades de capacitação e incentivo ao empreendedorismo.
Além das oficinas, o espaço recebe semanalmente o Grupo de Escoteiros Hokma e o projeto Poéticas da Meia-Noite – Fechaduras Abertas, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que promove encontros dedicados à poesia. Nos dias 27 e 28, o museu também será palco da Capacitação de Técnicas de Resgate da Autoestima (TRA) – Cuidando do Cuidador.
O acervo permanente apresenta diferentes aspectos da formação de Brasília. Entre as mostras estão Poeira, Lona e Concreto, A Importância da Mulher na Construção da Nova Capital e Candangos e Pioneiros — Ernesto Silva e Edson Porto. O público ainda pode visitar a exposição fotográfica A Construção de Brasília, com registros feitos por Jankiel Gonczarowska entre 1956 e 1970, além da mostra Cerrado de Pau de Pedro, com obras de Joaquim Paiva.
Instalado no prédio que abrigou o primeiro hospital da nova capital, o Museu Vivo da Memória Candanga funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h, com entrada gratuita. As informações sobre inscrições nas oficinas e nas demais atividades estão disponíveis no perfil oficial do museu nas redes sociais.

