O IPTU terá aumento de 5% em 2026, conforme as Leis Complementares 344/2021 e 362/2022. O reajuste incide sobre o valor cobrado em 2025, além da inflação medida pelo IPCA. Assim, um imóvel que paga R$ 1.000 passará a pagar pelo menos R$ 1.050, sem contar a correção inflacionária.
O reajuste marca o fim da estabilidade observada entre 2023 e 2025, quando o imposto foi corrigido apenas pelo IPCA. A lei aprovada em 2022 estabelece que, a partir de 2026, o IPTU poderá subir até 5% todos os anos, além da inflação, criando aumento acumulativo ao longo do tempo.
A Prefeitura prevê arrecadação de R$ 1,28 bilhão com IPTU em 2025 e estima ganho adicional de cerca de R$ 64 milhões em 2026 com o reajuste. O impacto varia de acordo com o valor do imóvel: quem paga R$ 500 terá acréscimo mínimo de R$ 25; quem paga R$ 2.000 terá aumento de ao menos R$ 100, fora o IPCA.
As isenções e benefícios fiscais continuam vigentes, como o IPTU Social (para imóveis até R$ 150 mil), incentivos para construções requalificadas, imóveis em construção, patrimônio tombado e desconto de 10% para pagamento à vista. Em 2025, esses benefícios representam renúncia de R$ 268,6 milhões, quase um terço da arrecadação do imposto.
Para os próximos anos, a manutenção do aumento anual dependerá de novas discussões entre a Prefeitura e a Câmara Municipal. O tema deve ganhar força devido ao efeito cumulativo do reajuste e ao peso crescente do IPTU no orçamento das famílias.
