Antes das 7h desta quarta-feira (24), equipes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) já estavam mobilizadas para uma ação estratégica de combate à dengue. Na unidade de criação de mosquitos Wolbachia, no Guará, agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) retiravam os caixotes com os mosquitos que serão soltos em comunidades do DF e municípios vizinhos de Goiás.
O programa utiliza mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, capaz de impedir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Nesta etapa, a liberação ocorre em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além de Luziânia e Valparaíso, em Goiás.
A operação segue um planejamento logístico detalhado. Cada ponto de soltura é registrado por meio de um sistema de mapeamento desenvolvido pela SES-DF. Após a liberação, os caixotes retornam à fábrica para higienização e reutilização, garantindo a continuidade do programa.
O chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson Leocadio, destacou a importância da iniciativa: “Não se trata apenas de soltar mosquitos. É uma ferramenta inovadora de proteção à população, planejada para atingir cada comunidade de forma segura e eficaz”.
Os wolbitos são criados em ambiente controlado, a partir de ovos vindos de Curitiba (PR). Em cerca de sete a 14 dias, eles se desenvolvem até a fase adulta, quando são enviados às equipes de campo para a liberação. O método Wolbachia já apresenta resultados positivos em outras cidades, como Niterói (RJ), que registrou redução de mais de 80% nos casos de dengue.
O programa é complementar às ações tradicionais de prevenção, como eliminação de água parada, uso de repelentes e cuidados individuais. A SES-DF reforça que o monitoramento epidemiológico seguirá após a fase de soltura, avaliando os impactos da iniciativa na redução das arboviroses.
Para moradores como Caleb Ferreira, da Estrutural, a ação é uma novidade que reforça a proteção das famílias: “Minha mãe pegou dengue e quase morreu. Ver que o governo atua de forma tão organizada é muito positivo para todos nós”.
